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13 de mar. de 2009

Designer? Mas que diabos é isso...

Aeee a zica no programa se foi e já posso desenhar novamente! \o/

Essa semana estava pensando numa penca de coisas e tals. Mas uma me chamou mais atenção: O que diabos é um Designer?!?!

Já repararam como essa palavra está na moda hoje me dia? Tem gente que é designer de bolo, outros são designers de cabelo, uns são chamados de designer de sombrancelha e por ai vai... Daqui a pouco, até o Seu Zé que é pedreiro vai ser chamado de "Designer de Cimento", o encanador vai virar "Designer de Canos", mas aí eu penso: Onde isso vai parar?

Hoje em dia somos bombardeados por uma porrada de coisas gringas, sejam elas palavras, produtos, profissões, propagandas, etc. O que na minha opinião, faz com que muita gente perca um pouco da sua "brasileirice" e passe a adotar essas novas influências no seu dia a dia, ái dá merda!! Digo isso porque, em virtude dessa situação, muitos nem sabem o que essas coisas significam, e acabam adotando só porque é xique, , ao contrário daqueles que realmente exercem essa profissão, e são Designers formados e estudados, mas acabam sendo só mais um.

Uma cena clássica:
Chega visita em casa, e a mãe vai apresentar seu dois filhos formados:
- Esse é meu filho mais velho, ele é advogado, formado com excelência, super inteligente...
- Ah e também tenho esse outro filho, ele... ele é Designer... mas o que importa é que tem saúde né...

Pois é, mas a realidade é a seguinte:

Não! Você não é designer, é cabeleliro.
Não! Você não é designer, é confeiteira.
Não! Você não é designer, só tira sombrancelhas.
Não! A sua mulher não gosta de rosa com laranja salmão.

Não! Eu não sou técnico de informática.
Não! Eu não faço seu retrato a lápis.
Não! Eu não passei na faculdade desenhando.
Não! Eu não troco meu serviço pelo meu nome no seu site.
Não! Eu não sou o carinha do marknting.
Não! Eu também não sou o carinha da publicidade.
Não! Eu não estudei Córeu Dráu.
Não! Eu não invento slogãozinho.
Não! Eu não sou Design e não estudei Designer.

Não! Eu não estou me achando, só sei o que estou fazendo.

"Os designers são os artistas da nossa sociedade industrial. Podem transformar a paisagem de nossa casa e das cidades. Podem enriquecer nosso imaginário coletivo com formas novas. A missão deles não é somente cultural, mas é também material e deve ser perseguida com criatividade, responsabilidade e paixão."
Gillo Dorfes - Crítico de arte e design

"O designer é fantasioso como um artista, preciso como um técnico e atento ao mercado como um empresário"

Amanhã tem mais, agora xô dormir um pouco =)

Beijos a todos!!! =)

15 de fev. de 2009

Inclusão digital....



Ao vir embora de um barzinho ontem, fiquei pensando no assunto que havíamos conversado alí sobre os malefícios do uso excessivo do computador. E é triste saber que muitos adolescentes de hoje não sabem mais raciocinar por conta própria, a dependência da máquina chegou a tal ponto, que pouco são os adolescentes que conseguem se expressar e ter uma vida comum longe do computador.

Pode parecer meio absurdo essa história, mas infelizmente é a realidade, e isso certamente é só o começo, pois a cada dia que passa, os sites e os sistemas vão ficando cada vez mais autônomos, e a vida ficará cada vez mais otimizada e automática. Por um lado isso é positivo, pois facilitará muitas coisas do dia a dia, como pagar conta, fazer compras etc, mas por outro lado, isso é extremamente perigoso, pois as gerações futuras, viverão apenas com essa automação, ou seja, aquilo que para nós hoje é uma opção, como pagar contas pela internet, ou apenas uma diversão como o Orkut e MSN, para eles será uma necessidade. Chegará um tempo, onde as pessoas não mais terão necessidade de conversar pessoalmente, ou de visitar umas as outras, pois isso será facilmente resolvido com uma video-conferência.

Uma prova de que isso é verdade, são os álbuns de fotos, há cerca de uns 10 anos atrás, a coisa mais comum era visitar alguém e ver os álbuns com as fotos de suas viagens, etc, hoje em dia isso não é mais necessário, basta entrar no Orkut da pessoa ou no seu Fotolog que você já consegue ver tudo o que ela já fez. Isso elimina o contato humano pois você passa a ter contato com uma coisa fria como o teclado e o monitor do seu computador. Seus cinco sentidos que eram aguçados ao visitar alguém, pois você tinha a experiência de tocar o lugar, sentir o cheiro da casa, ouvir a voz da outra pessoa ao vivo, apreciar o cafézinho passado na hora para te receber e ver fisicamente aquelas fotos. Agora eles não passam de meras características limitadas ao cheiro do x-burger de microondas no prato ao lado do seu mouse, o gosto do refrigerante quente colocado em cima do CPU, o toque aos quadrados de plástico do seu teclado, enquanto você a mesma música repetidas vezes e olha para o monitor.

De um certa forma, eu me sinto culpado por isso, pois como designer de sistemas, o meu objetivo é justamente fazer com que a pessoa pense o mínimo possível, para que consiga realizar suas tarefas cada vez mais rápido. Mas esse obejetivo, rompeu a barreira profissional e invadiu a parte informal, fazendo com que os sistemas que nos trazem entreternimento como Orkut, MSN e outros, ficassem cada vez mais automatizados também.

Acredito que assim como todas as coisas, a informática, principalmente para os usuários mais jovens, deve ser aplicada em doses homeopática e monitoradas, para que eles não se tornem dependentes dela. Pois com a facilidade de compra de um computador e de uma internet banda larga que temos hoje, fica cada vez mais difícil controlar o uso.

Daqui a pouco, após qualquer comercial relacionado a informática, aparecerá uma tela azul dizendo "Use com moderação".

Enjoy your life, with less computers =)