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17 de nov. de 2010

A lua e a janela

Em noite sem luar, fico deslocado, tentando me achar
Da janela, não vejo mais que frestas e rachaduras...
Mesmo assim me fixo diante dela e penso:
Se por horas eu ficar, você vai reparar?
Talvez sim, talvez não, você não parece mais se importar
Há algum tempo atrás, tive a sensação de que você viria.

Enchi-me de esperança e diante dessa janela que antigamente se abria,
Prometi a mim mesmo que te esperaria
Pensei que não chegaríamos tão cedo a este ponto,
Uma poesia ou uma confição?
Não sei dizer ao certo,
Talvez seja apenas algo que estava guardado no coração
Olha, talvez não haja mais tempo,

Esta janela aparentemente esta tão rachada, talvez não abra.
Sinto a cabeça como um turbilhão procurando por uma solução.
Arranque ela fora coloque uma melhor no lugar.
Talvez com alguns ajustes ela eu possa concertar,
E dessa forma através dela a lua volto a enxergar,
Então passaremos dias a fio, eu você a janela e a lua?

Talvez a única coisa certa seja o luar, pois toda noite é ele quem faz a vida rimar
Então prometo que volto todas as noites, para frente dá minha pequena janela quebrada,
E não importa se sou eu, você a lua... não importa mais nada.
Pois mesmo que ela ainda não abra,
Assim como em um dia nublado eu sei que acima das nuvens,
A lua se encontra do outro lado.


- Poesia criada em parceria com a minha amiga Marrie =)

10 de ago. de 2009

Além das nuvens...

Desde ontem venho me sentindo estranho... Não sei porque, só sei que as vezes tenho ficado assim, desligo a TV, abro a janela e deitado com os pés para fora fico vendo o céu. Em busca do que eu não sei, mas passo horas olhando e olhando, mesmo que ele esteja fechado.

É engraçado como mesmo um céu nublado se torna limpo, se você sabe que acima das nuvens a Lua continua a brilhar. Acho que isso se reflete em nós também, seguindo essa lógica (ou falta de), nossa vida é uma eterna busca por entre as nuvens para se alcançar o brilho do luar.

O único problema é que muitas vezes nos detemos em olhar apenas para as nuvens. Aí ficamos as cegas, a deriva num mar envolto na névoa da madrugada. E assim os dias vão se escorrendo por nossos dedos, ao passo que o tempo se arrasta e parece não ter mais fim.

Dessa forma percebo que nossa preciosa vida na verdade é pífia, se colocada diante do universo que brinca conosco fazendo com que ela seja apenas um reflexo daquilo que nós, reles humanos, enxergamos a seu respeito.

"Pela janela da sala a cortina se abriu
E de repente meio tímida a Lua veio me visitar


Foi olhar para cima e um sorriso surgiu
E avistando-a magestosa bem ao longe eu lhe disse 'Olá'


Em seguida com respeito o Céu se abriu

E ela me retribuiu com o brilho do seu olhar


Nessa hora um peso de sobre mim saiu

E agora posso descansar sob o brilho do seu Luar"

- Diogenes

5 de ago. de 2009

Em busca da coruja interior...


Engraçado como as coisas são... você nasce de um jeito e conforme vai crescendo, vai se transformando, adaptando-se a sua realidade e necessidades do seu ambiente. Muitas pessoas depois que criam consciência de si não conseguem mais nadar, mesmo estando imerso no ventre da mãe no período de gestação.

Outras pessoas, por conta da necessidade da sobrevivência, se tornam praticamente imunes ao frio, mesmo tendo passado a maior parte da infância debaixo de cobertores e blusas. As pessoas acham estranho por eu sempre estar de bermuda e se estiver muito frio, coloco um moletom e fico bem. Mas eu SOU estranho, e vou além: Quem é normal!?!

Eu não! E nem quero ser! Ser normal é ser como todo mundo, é ter a mesma impressão digital no R.G. da vida. Eu sempre fui mais ligado a noite, sempre adimirei mais a Lua, enquanto meus amigos imaginavam figuras nas nuvens durante o dia, eu caçava o desenho das constelações a noite. Nunca me preocupei com o perigo da cidade a noite, pois ele sempre foi ofuscado pelas luzes das ruas, e perante a Luz nenhuma escuridão não prevalece. Descanso muito mais dormindo duas horas pela manhã do que oito horas a noite.

E o insteressante é que inconscientemente, tudo que parte para essa realidade noturna, de uma forma ou de outra acaba interagindo na minha vida. Por exemplo, eu escolhi ter esquilos porque desde pequeno eu gosto de esquilos, eu montei um aquário com lagosta pois sempre admirei esse bicho (sim! eu tenho uma lagosta de estimação e não a como no jantar! rs)! Mas só depois de um tempo, me liguei que eles também eram bichos noturnos, assim como eu! Conscidência?!?

Andando na Galeria do Rock em meio aquele monte de informação, uma em especial chamou minha atenção. Um tênis preto e cinza com uma coruja desenhada, não consegui tirar os olhos dele, sem saber o porque. Chegando em casa fui pesquisar e descobri que ele era de uma série limitada de um seriado, onde a coruja foi escolhida justamente por ser uma animal de habitos noturnos, e só depois de tê-lo comprado é que me liguei que a história do seriado, segue a mesma linha narrativa que os meus textos, e todas as principais tramas se passam de noite.

Agora eu entendo, que eu não consigo dormir a noite, não porque tenho insônia, mas sim porque depois de anos, meu corpo vem se adaptando tanto a madrugada, que hoje, sou praticamente uma coruja de cabeluda e de barba. Meu relógio biológico, e meu lado direito do cérebro funcionam muito melhor no escuro, daqui a pouco eu aprendo a virar a cabeça que nem ela e saio voando por aí.

Eu me sinto como um Pokémon em evolução. Será que eu vou ter que mudar o nome do Blog para Brisas de um Corujão!?!? ^o)

14 de fev. de 2009

O Lobo e a Lua...

Há muito tempo atrás, em uma terra onde os homens viviam em harmonia com a natureza, e a Lua exibia sua luz por toda a noite, um pequeno Lobo acabará de nascer. Junto de seu irmãos, ele mal podia enxergar, e seu único contato era com usa recém conhecida mãe.

Até que uma noite ele vislumbrou a luz da Lua, e apaixonou-se por ela. No mesmo instante, ele saiu de sua matilha e subiu na pedra mais alta da montanha mais alta para ficar mais próximo de seu amor. E alí passara noite após noite, uivando cantos romanticos à sua amada.

Passado alguns anos, o sopro de vida já estava se retirando dele, quando juntou suas últimas forças, e entoou um uivo de amor, doce e sublime como jamais se ouvira. Seu uivo foi tão forte, que desbravou os céus e atravessou o infinito, fazendo com que todo o universo parasse para ouvi-lo em seu último suspiro de amor.

Encantada com aquela canção em forma de uivo, a Lua solicitou à Vida, que trouxesse seu amado para perto ao invés de levá-lo para outro lugar. E assim o fez. A medida que seu uivo diminuía, seu corpo se transformava em um forte vento que o levava na direção de sua amada.

Seu amor foi tão grande, que ainda hoje é possível ouvir seu uivo de amor quando o vento sopra na janela.