31 de jan. de 2011

Preciso postar...

... Mas sobre o que? Ainda não sei...

Tem tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, planos sendo mudados por conta de novos caminhos que Deus vem traçando na minha vida. Sonhos de 2 ou 3 anos que pareciam tão distantes, agora estão sob contagem regressiva para se concretizarem.


Pela primeira vez está tudo se acertando e se organizando, pela primeira vez em 6 anos consegui fazer um portfólio descente para mostrar meu trabalho (dio.art.br), pela primeira vez em sei la quantos anos, tenho parado de morder as carninhas em volta das minhas unhas (é pois é, roer as unhas não é o suficiente para mim), pela primeira vez em não tenho idéia de quanto tempo, tive um domingo produtivo, pela primeira vez em 5 meses, tenho tomado apenas metade da dose do meu remédio (mas isso não quer dizer que as descargas elétricas do meu cérebro já voltaram ao normal), pela primeira vez em 1 ano, desde que eu fiz o desenho, finalmente consegui tatuar a Liberdade no meu corpo (literalmente), enfim, são tantos "Pela primeira vez...".

É engraçado como uma hora as coisas vão se encaixando, mesmo aquelas peças do quebra-cabeça que você havia deixado de canto por não fazer idéia de onde colocá-las, quando menos se espera acabam se juntando no lugar certo sem muito esforço. Assuntos pendentes que já nem se importava mais de resolver, acabam voltando e se resolvendo.

As vezes paro pra pensar, e acho interessante como as coisas acontecem, eu sempre vejo as pessoas ao meu redor se preocupando, e correndo, e fazendo, e acontecendo, sem sossego, sem descanso, e principalmente sem resultado... eu me pergunto, pra quê tudo isso? Por dinheiro, sucesso, cargos, carro, pagar as contas e blá blá blá... Tenho certeza de que se fizer essas perguntas para essas pessoas, serão poucas as que terão uma resposta diferente, e por conta disso elas estão sempre na mesma.

Um dia enquanto eu corria de noite no parque, eu fiz uma curva e percebi que eu era único que corria, o resto das pessoas estavam apenas andando, foi aí que eu me perguntei: "Mas por que catso eu corro, e gosto tanto disso?". Foi aí que eu percebí, que eu não tinha um motivo específico, eu nunca quis superar os limites do meu corpo, ou correr mais rápido nem mais longe, eu só queria correr porque eu gostava daquilo. E percebí também que não sou assim apenas na corrida, mas com tudo, eu não trabalho pra pagar as contas ou ter dinheiro, mas sim porque eu amo meu trabalho, sei lá, eu acho são poucas as pessoas que tem o previlégio de estudar e trabalhar com o que gosta, que para mim é muito desperdício trabalhar apenas para pagar as contas, ou ter um cargo legal numa empresa bacana.

Acho que é por isso que agora as coisas estão se encaixando, o ano passado foi um dos piores anos para mim, nunca trabalhei nem estudei tanto como em 2010, mas apesar de ter passado por tanto aperto, nunca esquecí de que aquilo era o que eu amava, e que foi aquilo que eu escolhi pra minha vida, e que aquela correria era passageira e por isso não podia voltar atrás, e que pagar as contas atrasadas (que eram muitas) era apenas consequência de fazer um bom trampo. Conclusão, quando eu menos imaginei, toda a correria, e a neura havia passado, e eu estava sossegado de novo, e agora estou colhendo os frutos de tudo isso.

Sei lá porque eu estou falando sobre isso, como eu disse no começo, é tanta coisa acontecendo que eu fico até meio perdido, só sei que eu estou curtindo tudo isso e gostaria que as pessoas pudessem viver a mesma coisa nas suas vidas com os seus trampos e correrias do dia a dia também...

6 de jan. de 2011

Novos Horizontes...


Ae galera agora que voltei... FELIZ 2011!!!!!!!!!

Depois de 16 dias rodando a América do Sul com uma mochila nas costas estou de volta pra casa, claro que não por minha vontade, massss....... enfim...

Esse ano não foi o supermegaultraplusmaster mochilão da minha vida como eu imaginava, muita coisa deu errada, mas a parte que foi boa, foi MUITO boa e fez com que ele passasse de um #QuaseFail para uma viagem no mínimo decisiva.

Em meio a ameaça de protestos e bloqueios em La Paz, devido ao reajuste do preço de alguns ítens da cesta básica boliviana e o aumento do combustível em 78%, decidimos partir para o deserto conhecer o Uyuni. Durante a viagem turbulenta com previsão para 14hs de estrada, em um ônibus mais do que precário, antes do teto cair sobre minha cabeça (literalmente), eu estava deitado nos dois bancos mirando o céu pela janela quando comecei a pensar...

Como pode alguém passar a vida inteira tendo como o único caminho, aquele que ela faz de casa para o trabalho e do trabalho para casa? Como uma pessoa pode passar pela vida, conhecendo apenas as pessoas da sua família e um ou dois amigos mais próximos? Quem instituiu essa "ordem natural" de terminar o colegial, depois ir para a faculdade, trabalhar para pagá-la, e quando terminá-la continuar trabalhando para comprar um carro, uma casa e constituir família?

Nunca me conformei com isso, desde pequeno, e agora com essa viagem vejo menos sentido ainda nisso. Em 16 dias conhecí tanta gente, mas tanta gente e tantos lugares animais, que não sei como uma pessoa consegue passar pela vida sem ter a mínina curiosidade disso também. Não sei por que, mas as pessoas tem um conceito de viagem como algo para poucos, loucos e privilegiados, quando na verdade é tangível para qualquer pessoa, é só uma questão de planejamento e nada mais... Ok... você deve estar pensando: "não tem como viajar sem dinheiro...", concordo, por isso que você se planeja para juntar uma grana...

Sei lá, durante três anos da minha vida, meu sonho era depois que acabasse a faculdade, comprar um carro, uma casa, estar com alguém legal, fazer filiinhos e viver feliz para sempre, mas eu percebi que isso é tão... sei lá... tão... sem graça, sem vida. Não que eu nunca vou querer ter uma família, apesar de que a vida de Charlie Harper é bem tentadora hehehe... pero, acho que é cedo demais pra família, filhos e essas coisas. Não tenho uma carreira promissora dentro de uma empresa, eu trampo como freela e online, família e amigos são coisas que eu nem considero como perda, pois acredito que não importa onde esteja, você sempre os leva junto, dinheiro nunca tive, logo, nunca me fez falta, e também não é nada que não possa ser conseguido... logo... NÃO TENHO NADA A PERDER!!!

Por isso essa viagem foi decisiva pra mim, decidi que vou assumir que não me enquadro nessa "ordem natural" das coisas e vou buscar a minha ordem cabeluda... por isso, não se assustem se daqui um ano eu estiver postando de algum lugar da América do Sul, ou da África, Europa, Oceania... se for da América do Norte comecem a ficar preocupados porque não vou pra lá nem a pau, exceto Canadá, mas como um amigo meu canadense diz "Quem falou que Canadá é América do Norte!?!?" rsrs